quarta-feira, 5 de maio de 2010

Imaginário

A solidão preenchia os corredores ventilados da casa. Não sabia ao certo quanto tempo restava. Observava pela janela e eu esperava anciosamente a chegada de meus parentes, e enfim eles apareceram. Mas como ele tinha mudado, aquele ser perfeito se tornou um Deus grego. Seu nome, Lucas, que vinha acompanhado com minha tia-avó Marlene.
– Oi Gabriela, sentimos sua falta.
– Eu também Lucas, muitas saudades.
Eu sofro de amor por ele, como não sofreria? Meu amor parecia um drama desses da novela das oito. Vinha passar uns dias na minha casa, com a minha tia, mas, o que adiantava? É um amor perdido e imaginário.
Guardavam suas malas e ficavam no quarto ao meu lado. Já era noite, tomei banho e fui me deitar. Meus pais João e Melina, foram m e dar boa noite, e saíram. Com aquela luz maravilhosa da lua fui me deitar.
Algo me tocava suavemente minha boca, devia ser meu lençol com a brisa marítima de Santos. Abri bem devagar os olhos e era ele. Caí no sono e só de manhã fui para a mesa tomar café da manhã mas minha mãe avisara que eles tinham ido embora hoje de manhã.

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